Cubatão, 03 de Abril de 2025 - 00:00:00

MOORLAND VISTAS para saxofone-soprano e banda sinfônica, em estreia na Série SINFONIA NO PARQUE

25/02/2025
MOORLAND VISTAS para saxofone-soprano e banda sinfônica, em estreia na Série SINFONIA NO PARQUE

ARTIGO


por Maestro Roberto Farias (*)

 

Na festiva tarde de 1º de dezembro de 2024, a Banda Sinfônica de Cubatão realizou o 4º concerto da Série SINFONIA NO PARQUE, levada a efeito graças a Emendas Impositivas destinadas pelo Legislativo Cubatense e com total apoio da Secretaria Municipal de Cultura, tendo como tradicional cenário o Espaço Multimídia do  Parque Anilinas.


Com um repertório integralmente dedicado à música brasileira, o pioneiro do movimento musical de Cubatão, que tem a sua origem na Banda Musical Afonso Schmidt, grupo idealizado pelo Maestro Roberto Farias no ano de 1970 e oficializado como Banda Musical de Cubatão, através da Lei Municipal  n. 1.102, vindo a constituir-se na atual  Banda Sinfônica de Cubatão, que neste ano de 2025 celebra os seus 55 anos de atividades ininterruptas, a Série SINFONIA NO PARQUE, em seus cinco concertos, esteve sob a batuta dos maestros Roberto Farias (Coordenador Artístico), Marcos Sadao Shirakawa (Regente Titular), Ulysses Damacena (Regente Adjunto), além de André Farias e Romulo Moreira (Regentes Associados).

 


Vale destacar que o concerto do dia 1º de dezembro, pode-se dizer, foi a coroação desse exitoso empreendimento, quando contou com duas importantes estreias mundiais, a exuberante IBIS ESCARLATE – O Voo do Guará!, do jovem compositor Fernando Britto e que foi objeto de matéria anterior e a esplêndida MOORLAND VISTAS, para saxofone-soprano e banda sinfônica, do compositor inglês Peter Koval, radicado no Brasil há quatro décadas, considerado um dos maiores expoentes do repertório brasileiro para o grande conjunto de sopros e percussão, a banda sinfônica.
MOORLAND VISTAS é um divertimento com uma Introdução e três movimentos (Allegro – Lento – Allegro) e está baseada num motivo de cinco notas que aparece no primeiro compasso da Introdução, dando origem ao primeiro tema, esse que transita entre as tonalidades maior e menor.

 

A peça foi inspirada nas memórias de juventude do compositor e retrata as vistas maravilhosas da paisagem dos montes Peninos (norte da Inglaterra). Essa paisagem (chamada “moorland” em inglês) é terra das montanhas não cultivada, com ondulações em sua maior parte e com áreas irregulares e acidentadas. Moorland Vistas, segundo o compositor, não é uma “música descritiva” no senso de que tenta descrever algumas cenas particulares, mas leva o ouvinte a imaginar as cores esplêndidas do “moorland” em vários momentos da peça e sentir o grito lamentoso do maçarico-real nas notas altas e penetrantes imprimidas pelo instrumento-solista (o saxofone-soprano).
Generosamente dedicada à Banda Sinfônica de Cubatão e ao seu idealizador, o Maestro Roberto Farias, MOORLAND VISTAS de Peter Koval, para saxofone-soprano e banda sinfônica, teve como solista (saxofone-soprano) o o excepcional talento cubatense MILTON VITO, uma das principais referências do saxofone erudito do país, cujo início da formaçã;o se deu em Cubatão, sua terra natal, passando pela Faculdade de Música de Santos, onde graduou-se e cursou pós-graduação, conquistando merecidamente o posto de solista Banda Sinfônica do Estado de São Paulo (posição que ocupou por quase 25 anos), trazendo consigo a marca de membro-fundador do SAXOFONIA – Quarteto de Saxofones, sendo já há mais de duas décadas, Professor de Saxofone Erudito da Emesp – Escola de Música do Estado de São Paulo, posição que ocupa até os dias de hoje.

 

MILTON VITO, músico de irretocável excelência artística, demonstra pleno domínio técnico dessa maravilhosa criação do belga Adolph Sax ((Dinant, 6 de novembro de 1814 — Paris, 7 de fevereiro de 1894), o saxofone  e como era de esperar, esmerou-se na interpretação fiel de MOORLAND VISTAS, a exemplo do que foram as vezes anteriores em que atuou como solista frente ao mesmo grupo, na interpretação da emblemática Fantasia para Saxofone, do mais brasileiro de todos brasileiro, o nosso Heitor Villa-Lobos, somando-se a extasiante Rapsódia para Saxofone, do francês Claude Debussy (ícone do impressionismo musical) além da deliciosa Oblivion, do argentino Astor Piazzolla, em primorosa versão para saxofone e banda, entre outras.
Ovacionada pelo público de várias faixas etárias e perfis estéticos diversos, a Banda Sinfônica de Cubatão segue perseverante na Esperança de um Novo Amanhecer, cujos sinais já começam a ser sentidos.
Sigamos com fé!

 

(*) Maestro Roberto Farias – Compositor, Comendador, Chanceler e Imortal da Academia de Música do Brasil; Diretor Geral do MUSICAD – Seminário Permanente de Regência e Presidente de Honra do IC-BASIC Instituto Cultural Banda Sinfônica de Cubatão

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